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Dc Marco Pamplona retorna depois de 2 meses da venezuela.

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Hermenêutica Bíblica

As três perguntas: 24  E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se  dele  os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do t...

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Êxodo

ÊXODO

INTRODUÇÃO

I. AUTORIA

"Segundo Livro de Moisés chamado Êxodo" é o título que introduz este livro aos leitores de nossa versão. Aceitamos esse título como uma descrição exata. Aqui desejamos mencionar apenas que a tradição da autoria mosaica do livro de Êxodo já era bem estabelecida no terceiro século A.C., conforme evidenciado pela referência ao fato no livro de Eclesiástico (45.5). Que a lei foi escrita por Moisés, é fato ensinado por Jesus Cristo (#Mc 1.44; #Jo 7.19-22), e por Seus discípulos (#Jo 1.45; #At 26.23). A afirmação que certas porções do livro foram escritas por Moisés aparece no próprio livro (#Êx 17.14; #Êx 24.4)

Dentro do livro nada entra em conflito com essa reivindicação da autoria mosaica. A freqüente menção do nome de Moisés, na terceira pessoa do singular, tem seus paralelos nos livros de Isaías e Jeremias, enquanto que o registro de sua chamada, em #Êx 3, traz as mesmas  marcas de autenticidade como os relatos daqueles dois autores.


II. ESCOPO E PROPÓSITO

O livro de Êxodo é o livro da redenção. O nome grego "Êxodo" (lit. "saída") descreve aqui como Deus tirou os filhos de Israel  da escravidão no Egito; mas por redenção compreendemos que o Redentor não apenas livra Seu povo da escravidão mas também coloca esse povo em relação especial Consigo mesmo, fazendo dele Sua própria possessão adquirida, sua "propriedade peculiar" (#Êx 19.5).

O início do livro descreve, portanto, a grande libertação do povo de Deus, Israel, o que culmina com a Páscoa e prefigura a redenção ainda maior operada no Calvário. Desse ponto o livro passa para o concerto estabelecido no monte Sinai, no qual Deus declarou que Israel era Seu povo, dando-lhes os dez mandamentos, enquanto
que por sua vez eles aceitaram Jeová como seu Deus, comprometendo-se a obedecê-lo. Esse concerto foi o fundamento do sua existência nacional, do qual a nova aliança (#1Co 11.25; #Hb 8.6-13) forma o antítipo, com a chamada da Igreja. Finalmente, a história do estabelecimento do tabernáculo e de sua adoração provê a base sobre a qual a vida do povo redimido, em sua relação para com Deus, precisava ser mantida. Na nova aliança a base da comunhão com Deus é Cristo. O tabernáculo e sua adoração, portanto, provêm muitos tipos e prefigura Cristo (ver, por exemplo, #Hb 8.5; #Hb
9.1-11; #Hb 10.1).

As referências no Novo Testamento justificam plenamente nossa posição que vê Cristo como o "cumprimento" deste livro. Nos milagres registrados vemos "sinais" da operação divina (conf. #Jo 2.11), no concerto do Sinai vemos um precursor da nova aliança, e na adoração do tabernáculo vemos uma "sombra dos bens vindouros" (#Hb 10.1).

III. SEU LUGAR NO PENTATEUCO

A segunda palavra em nosso texto, "pois" (em heb. Aparecendo em primeiro lugar como conjunção copulativa "e") marca o livro de Êxodo como uma seqüência ao livro de Gênesis. O primeiro livro é composto de narrativas patriarcais, que parecem autobiografias;  aqui, no segundo livro, temos a manifestação do poder de Deus no
livramento de Seu povo e temos seu nascimento como nação. A adoração no tabernáculo é então elaborada no livro de Levítico. O livro de Números vê o povo como nômade no deserto e registra a adição de certas leis. O livro de Deuteronômio encontra-os olhando para a terra prometida, do outro lado do Jordão, recebendo de Moisés suas exortações finais e sua constituição nacional. Dessa maneira vemos que o livro de Êxodo é uma parte integral do plano do Pentateuco.

FONTE: BOL – Sociedade Bíblica do Brasil